sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A quem interessar

Hoje resolvi contar-vos um pouco mais de mim. E pus-me aqui a pensar como poderia eu fazer isso. Que tal entreter-vos com um texto em que conto as coisas que mais me definem, que não gosto, as manias, as idiossincrasias, enfim...tão simplesmente eu...
Se tiver a paciência de me continuar a ler....
Não consigo ter nada preferido, nunca consegui. Uma cor, um filme, um livro, uma canção. Se leio um livro que gosto, eventualmente aparece outro que também gosto, ou que gosto mais, ou que gosto igualmente, ainda que por motivos diferentes. E o mesmo se passa em relação aos filmes. Vou fazer o quê? Ver e rever o filme quantas vezes mais, se já estabeleci que gosto dele. Às vezes tenho inveja das pessoas que preferem.
Apenas me lembro de me ter fixado numa coisa, uma canção. Corria o ano de 1988, tinha eu 8 magníficos aninhos. E então tenho uma canção minha, não no sentido em que a escrevi, ou porque é a minha preferida, não, nada disso.
Ninguém sabe disto. Prepare-se. Ora com 8 anos mal se fala português quanto mais inglês. A canção era em inglês. Na altura não havia internet nem inglês nas escolas primárias, como há hoje. A muito custo lá arranjei um primo mais velho que tinha o CD e me conseguiu a letra. Baby can I hold you tonight, de Tracy Chapman. Foi um alivio saber ler as palavras que eu trauteava antes apenas pelo som. Aliás agora enquanto escrevo, coloquei a música para me recordar de todos os sabores dessa época.
Ora daqui ficou a terrível mania de, sempre que ouço uma canção que me agrada, procurar as letras para saber exactamente do que falo. Mania que ficou bem mais facilitada pela internet!
Dir-se-ia que ficou uma pequena fixação pelas palavras. Ainda hoje, se ouvir uma palavra que desconheço o sentido, tomo nota e vou procura-la no dicionário.

Se lhe parece de alguma maneira estranha estes maneirismos, espero convence-lo(a) que até que não. Só são estranhos quando não os vemos enquadrados na pessoa, em mim. Depois adquirem uma certa graça, ou serei eu apenas a ser pretensiosa?

Mais coisas. Fúteis, irrelevantes, gosto do cheiro de lavanda no gel de banho, mas não o prefiro.....
A água intriga-me. Não tem cor, não tem cheiro. Não é matéria mas eu incorporo-a em mim. Tudo retorna à água. Choramos água, suamos água.
Não me peça para explicar.

Convicções que tenho. Não acredito que se tenha ido à lua. Não sou particularmente adepta de teorias de conspirações, mas acredito que em 1969 ainda era possível tamanho engodo sem ser desmascarado, mas não acredito que os EUA tivessem na posse dos conhecimentos que lhe permitissem tornar tal façanha possível. Com excepção desse evento, o que apenas, dito com muito respeitinho, se conseguiu até hoje foi colocar homens e mulheres, não nos esqueçamos de mulheres em órbita em torno da Terra. Quanto a missões não tripuladas, já se foi bem mais longe.

Por falar em planetas, o Zoodíaco baralha-me, nunca consegui perceber muito bem essa história. Mas segundo reza o calendário sou Aquário. Ficará para outra altura explorar as principais características do meu signo. Acabei de me interessar por isso. A ver então.

Hoje um amigo meu, um grande amigo ligou-me. Ele dedica-se à escrita. Ligou-me para me dizer que me vai escrever um texto sobre mim. Quando não sabe, quando a inspiração resolver aparecer, sabe-se lá na forma de quê. E aqui fica a promessa de colocar no blog o dito texto.

E isto já vai muito longo, quem sabe continuo amanhã.

Obrigada a quem chegou até aqui, a quem desistiu, parabéns, não perdeu nada.

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