Resolvi chamar-te de alemão. O alemão vai pagar pelo que fez.
E a minha fúria ainda é maior porque tu nao quiseste nada, Eu é que quis, e quis pelos dois. Demais, nao tenho dúvidas. Não gosto desta sensação de querer, e ao mesmo tempo não querer.
Escrevi estas palavras com a paixão de quem sente um amor desconcertante. Ficaram aqui guardadas sem publicação. Releio-as hoje, passados meses. E justamente hoje porque com um toque de uma mensagem, acabou tudo, mas já tinha acabado, eu é que nao sabia.
Hoje passados meses, busco o sentimento que me fez escrevê-las. Está resignado às contrariedades da vida.
domingo, 30 de março de 2008
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
A quem interessar
Hoje resolvi contar-vos um pouco mais de mim. E pus-me aqui a pensar como poderia eu fazer isso. Que tal entreter-vos com um texto em que conto as coisas que mais me definem, que não gosto, as manias, as idiossincrasias, enfim...tão simplesmente eu...
Se tiver a paciência de me continuar a ler....
Não consigo ter nada preferido, nunca consegui. Uma cor, um filme, um livro, uma canção. Se leio um livro que gosto, eventualmente aparece outro que também gosto, ou que gosto mais, ou que gosto igualmente, ainda que por motivos diferentes. E o mesmo se passa em relação aos filmes. Vou fazer o quê? Ver e rever o filme quantas vezes mais, se já estabeleci que gosto dele. Às vezes tenho inveja das pessoas que preferem.
Apenas me lembro de me ter fixado numa coisa, uma canção. Corria o ano de 1988, tinha eu 8 magníficos aninhos. E então tenho uma canção minha, não no sentido em que a escrevi, ou porque é a minha preferida, não, nada disso.
Ninguém sabe disto. Prepare-se. Ora com 8 anos mal se fala português quanto mais inglês. A canção era em inglês. Na altura não havia internet nem inglês nas escolas primárias, como há hoje. A muito custo lá arranjei um primo mais velho que tinha o CD e me conseguiu a letra. Baby can I hold you tonight, de Tracy Chapman. Foi um alivio saber ler as palavras que eu trauteava antes apenas pelo som. Aliás agora enquanto escrevo, coloquei a música para me recordar de todos os sabores dessa época.
Ora daqui ficou a terrível mania de, sempre que ouço uma canção que me agrada, procurar as letras para saber exactamente do que falo. Mania que ficou bem mais facilitada pela internet!
Dir-se-ia que ficou uma pequena fixação pelas palavras. Ainda hoje, se ouvir uma palavra que desconheço o sentido, tomo nota e vou procura-la no dicionário.
Se lhe parece de alguma maneira estranha estes maneirismos, espero convence-lo(a) que até que não. Só são estranhos quando não os vemos enquadrados na pessoa, em mim. Depois adquirem uma certa graça, ou serei eu apenas a ser pretensiosa?
Mais coisas. Fúteis, irrelevantes, gosto do cheiro de lavanda no gel de banho, mas não o prefiro.....
A água intriga-me. Não tem cor, não tem cheiro. Não é matéria mas eu incorporo-a em mim. Tudo retorna à água. Choramos água, suamos água.
Não me peça para explicar.
Convicções que tenho. Não acredito que se tenha ido à lua. Não sou particularmente adepta de teorias de conspirações, mas acredito que em 1969 ainda era possível tamanho engodo sem ser desmascarado, mas não acredito que os EUA tivessem na posse dos conhecimentos que lhe permitissem tornar tal façanha possível. Com excepção desse evento, o que apenas, dito com muito respeitinho, se conseguiu até hoje foi colocar homens e mulheres, não nos esqueçamos de mulheres em órbita em torno da Terra. Quanto a missões não tripuladas, já se foi bem mais longe.
Por falar em planetas, o Zoodíaco baralha-me, nunca consegui perceber muito bem essa história. Mas segundo reza o calendário sou Aquário. Ficará para outra altura explorar as principais características do meu signo. Acabei de me interessar por isso. A ver então.
Hoje um amigo meu, um grande amigo ligou-me. Ele dedica-se à escrita. Ligou-me para me dizer que me vai escrever um texto sobre mim. Quando não sabe, quando a inspiração resolver aparecer, sabe-se lá na forma de quê. E aqui fica a promessa de colocar no blog o dito texto.
E isto já vai muito longo, quem sabe continuo amanhã.
Obrigada a quem chegou até aqui, a quem desistiu, parabéns, não perdeu nada.
Se tiver a paciência de me continuar a ler....
Não consigo ter nada preferido, nunca consegui. Uma cor, um filme, um livro, uma canção. Se leio um livro que gosto, eventualmente aparece outro que também gosto, ou que gosto mais, ou que gosto igualmente, ainda que por motivos diferentes. E o mesmo se passa em relação aos filmes. Vou fazer o quê? Ver e rever o filme quantas vezes mais, se já estabeleci que gosto dele. Às vezes tenho inveja das pessoas que preferem.
Apenas me lembro de me ter fixado numa coisa, uma canção. Corria o ano de 1988, tinha eu 8 magníficos aninhos. E então tenho uma canção minha, não no sentido em que a escrevi, ou porque é a minha preferida, não, nada disso.
Ninguém sabe disto. Prepare-se. Ora com 8 anos mal se fala português quanto mais inglês. A canção era em inglês. Na altura não havia internet nem inglês nas escolas primárias, como há hoje. A muito custo lá arranjei um primo mais velho que tinha o CD e me conseguiu a letra. Baby can I hold you tonight, de Tracy Chapman. Foi um alivio saber ler as palavras que eu trauteava antes apenas pelo som. Aliás agora enquanto escrevo, coloquei a música para me recordar de todos os sabores dessa época.
Ora daqui ficou a terrível mania de, sempre que ouço uma canção que me agrada, procurar as letras para saber exactamente do que falo. Mania que ficou bem mais facilitada pela internet!
Dir-se-ia que ficou uma pequena fixação pelas palavras. Ainda hoje, se ouvir uma palavra que desconheço o sentido, tomo nota e vou procura-la no dicionário.
Se lhe parece de alguma maneira estranha estes maneirismos, espero convence-lo(a) que até que não. Só são estranhos quando não os vemos enquadrados na pessoa, em mim. Depois adquirem uma certa graça, ou serei eu apenas a ser pretensiosa?
Mais coisas. Fúteis, irrelevantes, gosto do cheiro de lavanda no gel de banho, mas não o prefiro.....
A água intriga-me. Não tem cor, não tem cheiro. Não é matéria mas eu incorporo-a em mim. Tudo retorna à água. Choramos água, suamos água.
Não me peça para explicar.
Convicções que tenho. Não acredito que se tenha ido à lua. Não sou particularmente adepta de teorias de conspirações, mas acredito que em 1969 ainda era possível tamanho engodo sem ser desmascarado, mas não acredito que os EUA tivessem na posse dos conhecimentos que lhe permitissem tornar tal façanha possível. Com excepção desse evento, o que apenas, dito com muito respeitinho, se conseguiu até hoje foi colocar homens e mulheres, não nos esqueçamos de mulheres em órbita em torno da Terra. Quanto a missões não tripuladas, já se foi bem mais longe.
Por falar em planetas, o Zoodíaco baralha-me, nunca consegui perceber muito bem essa história. Mas segundo reza o calendário sou Aquário. Ficará para outra altura explorar as principais características do meu signo. Acabei de me interessar por isso. A ver então.
Hoje um amigo meu, um grande amigo ligou-me. Ele dedica-se à escrita. Ligou-me para me dizer que me vai escrever um texto sobre mim. Quando não sabe, quando a inspiração resolver aparecer, sabe-se lá na forma de quê. E aqui fica a promessa de colocar no blog o dito texto.
E isto já vai muito longo, quem sabe continuo amanhã.
Obrigada a quem chegou até aqui, a quem desistiu, parabéns, não perdeu nada.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
mais um segredo que se foi...
Nunca verbalizei este pensamento antes, nunca o passei para papel, escrevo-o agora neste ecrã que você lê. Desde miúda, sempre que ouço uma música, mas todas as vezes garanto-lhe, a primeira coisa que me vem à cabeça é pensar porque nao sou eu capaz de juntar as palavras que compoem a dita canção, que muitas vezes vezes contam uma história de amor. Aliás aqui levanta-se uma outra questão. Penso que 99% das canções por esse mundo fora falam de amor, de traiçoes, de amores impossíveis, de partidas dolorosas, raramente de um amor contente e satisfeito. Praticamos a guerra mas escrevemos sobre o amor.
Portanto, o que eu ia a dizer é que gostaria de ter a capacidade de juntar uma ideia, usando palavras concisas, cativantes, e canta-las sob a forma de uma música. Não sei bem porquê mas sempre tive vontade de poder algo deste tipo. E aqui está mundo, já o disse. O que era um segredo meu, íntimo, secreto, gritei-o agora aqui, ainda que tenha sido de uma janela, de noite, em que ninguém me viu, mas fui eu que gritei, e fiz subir a minha voz mais alto que todas as outras neste preciso segundo.
Engraçado....estou aqui a escrever e assim de repente apercebi-me que se todos os autores (a tal história dos 99%) escrevem sobre o amor, e se todos os ouvintes já estão versados no assunto, então porque passei eu a minha vida toda a evitar ser contagiada por esse sentimento? De repente dou um ar de miserável, não lhe parece? Que alguém me conceda o direito de me arrepender.
Portanto, o que eu ia a dizer é que gostaria de ter a capacidade de juntar uma ideia, usando palavras concisas, cativantes, e canta-las sob a forma de uma música. Não sei bem porquê mas sempre tive vontade de poder algo deste tipo. E aqui está mundo, já o disse. O que era um segredo meu, íntimo, secreto, gritei-o agora aqui, ainda que tenha sido de uma janela, de noite, em que ninguém me viu, mas fui eu que gritei, e fiz subir a minha voz mais alto que todas as outras neste preciso segundo.
Engraçado....estou aqui a escrever e assim de repente apercebi-me que se todos os autores (a tal história dos 99%) escrevem sobre o amor, e se todos os ouvintes já estão versados no assunto, então porque passei eu a minha vida toda a evitar ser contagiada por esse sentimento? De repente dou um ar de miserável, não lhe parece? Que alguém me conceda o direito de me arrepender.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Viu o meu pensamento numero 975?
Este diário de ideias que escrevo e depois atiro janela fora, são ideias que nao se sabe de onde vieram, apenas que alguém as escreveu, e depois as gritou ao mundo. São pensamentos que nunca foram ditos ou escritos, até agora amontoavam-se uns contra os outros, mas apenas dentro da minha cabeça. E agora partilho-os também nao sei com quem. Com você aí desse lado que me lê, que pode gostar ou não, mas deixou que eles entrassem, e aí deixaram de ser meus, e agora dou por mim a ser egoísta e ter ciúmes, porque antes eram só meus, exclusivos e agora alguém pode fixar-se neles e torná-los seus.
domingo, 11 de novembro de 2007
quando algo nos muda a alma...
Nem todos os anos podem ou tão pouco devem ter um saldo positivo. Foi a minha avó que partiu, foi o meu pai que quase partiu, sem aviso, sem sinal, só pressa de ir embora.
Sinto que a minha alma mudou, já nao é a mesma, que antes nao queria, que rejeitava aquela palavra, aquele sentimento que toda a gente procura, desde cedo e que eu nao. O AMOR, escrevo-te agora em letras capitais. Mas tu guardas rancor e estás zangado comigo, ningém gosta da rejeição, e eu maltratei-te durante muitos anos. Por isso bateste-me à porta mas só para nao quereres entrar, ficaste à espreita a saber que eu iria espreitar e sair da minha casa sem chave para poder voltar a entrar.
E dou por mim a escutar músicas que falam de amor, términos, traição, achando que cada palavra na letra descreve a nossa incrível e intensa ''história de amor'' que só existe na minha imaginaçao.
.
Sinto que a minha alma mudou, já nao é a mesma, que antes nao queria, que rejeitava aquela palavra, aquele sentimento que toda a gente procura, desde cedo e que eu nao. O AMOR, escrevo-te agora em letras capitais. Mas tu guardas rancor e estás zangado comigo, ningém gosta da rejeição, e eu maltratei-te durante muitos anos. Por isso bateste-me à porta mas só para nao quereres entrar, ficaste à espreita a saber que eu iria espreitar e sair da minha casa sem chave para poder voltar a entrar.
E dou por mim a escutar músicas que falam de amor, términos, traição, achando que cada palavra na letra descreve a nossa incrível e intensa ''história de amor'' que só existe na minha imaginaçao.
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afinal e mesmo segredo
Antes de mais, deixem-me só acrescentar, afinal É mesmo segredo, mas nao sei bem porquê nao me deixa colocar o acento, dando a sensação que nao sei escrever, ou será que toda a gente já partilha do conhecimento que, de facto, nao é mesmo possível acentuar os é's?
Mas como eu ia a dizer, afinal é mesmo segredo. Eu tenho um segredo novo, clandestino, tenho um blogue, sim é meu para escrever tudo o que nunca disse antes, e ninguém vai saber pois eu nao vou contar, mas fiz o teste, entrei na sala, cheia de gente, e eu já nao era a mesma que antes se retirou para o quarto, pois quando voltei tinha um segredo e entrei de rompante mas ninguém percebeu. Devo estar a salvo então...
devo estar a passar pelas fases habituais que os novos bloggers padecem, a ânsia de partilhar as ideias, os pensamentos inauditos e ao mesmo tempo o medo, o temor de escrever algo mais pessoal que nos denuncie, ou não? tudo isto viaja apenas na minha cabeça?
Mas como eu ia a dizer, afinal é mesmo segredo. Eu tenho um segredo novo, clandestino, tenho um blogue, sim é meu para escrever tudo o que nunca disse antes, e ninguém vai saber pois eu nao vou contar, mas fiz o teste, entrei na sala, cheia de gente, e eu já nao era a mesma que antes se retirou para o quarto, pois quando voltei tinha um segredo e entrei de rompante mas ninguém percebeu. Devo estar a salvo então...
devo estar a passar pelas fases habituais que os novos bloggers padecem, a ânsia de partilhar as ideias, os pensamentos inauditos e ao mesmo tempo o medo, o temor de escrever algo mais pessoal que nos denuncie, ou não? tudo isto viaja apenas na minha cabeça?
pela primeira vez ao final do dia
Confesso que estou nervosa...já andava a pensar nisto faz muito tempo, criar um blog, deve ser como ter um diário onde escrevemos as nossas baboseiras sem medo que nos julguem. Ora aqui agradeço as contribuições. Apenas escolhi a capa do anonimato para saber se, de facto, estou louca. Nunca perguntei a ninguem, talvez o devesse ter feito mas talvez tenha medo é da resposta. Será que alguem vai dar com este cantinho da internet que acabo de criar, bem isto nao é tão visível como uma casa que se acaba de construir, que tem morada física e um valor de mercado. Se calhar vou continuar a escrever por aqui as minhas ideias e ninguém vai pedir para entrar. mas se alguém quiser entrar, tenho quase a certeza que vou gostar.
mas vou ficar à espera...
mas vou ficar à espera...
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